Primavera

Encontro você no orvalho da manhã,

Nas folhas verdes da primavera, 

Vejo você no canto dos pássaros,

nas flores que desabrocham silenciosamente,

Observo Você nas folhas que dançam ao vento,

Sinto sua presença na brisa leve,  

Mas nao vou te ver  no outono 

Onde as folhas secas  caem

Nem te espiarei no verão 

Onde a saudade vai queimar minha alma

Talvez te encontre no inverno 

No frio da sua  ausência. 



Caos

 Tenho andado em labirintos gigantes em mim mesmo, faz um tempo que o observo uma porta no final de um corredor escuro.

Nunca fui muito explorador porque o medo sempre sobrepujou qualquer centelha de coragem que eu viesse ter.

Com receio, decidi seguir até o fim dessa fez.

Abrir essa porta foi difícil, o estômago revira com a curiosidade e com o receio. 

Descobri que era só mais um quarto com muita bagunça, pensei em ignorar o caos (como tenho feito há tanto tempo), mas, por algum impulso decidi seguir em frente.

Acho que é assim que a solidão se parece: um quarto cheio de lembranças amontoadas mas sempre com espaço pra mais.

Caminho entre o caos, e é como dançar na penumbra das luzes de velas: a princípio assustador mas, conforme os olhos se acostumam com a pouca luz, torna-se um dos cenários mais bonitos de liberdade.